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	<title>Brasil &#8211; Triade &#8211; Indústria Automotiva</title>
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		<title>A indústria automotiva enfrentará 3 grandes desafios em 2026; veja quais</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 11:37:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo ano coloca o setor diante de escolhas decisivas entre novos protagonistas, crises industriais e mudanças estruturais Por: Felipe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo ano coloca o setor diante de escolhas decisivas entre novos protagonistas, crises industriais e mudanças estruturais</p>
<p>Por: Felipe Munoz</p>
<p>Traduzido por: <a href="https://motor1.uol.com.br/info/team/thiago-moreno/"><strong>Thiago Moreno</strong></a></p>
<p><strong>16 Jan em 08:00</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E 2026 chegou. O novo ano se anuncia tão empolgante quanto turbulento. As economias globais caminham para uma fase de grande incerteza, em meio a instabilidade geopolítica, dúvidas sobre o impacto real do boom da inteligência artificial e tensões crescentes entre Estados Unidos e China.</p>
<p>A indústria automotiva não está imune a esses fatores e se prepara para enfrentar desafios importantes. E, claro, o Brasil será afetado de alguma forma. Quais são, então, os três eventos-chave a acompanhar no mundo do automóvel em 2026?</p>
<h2>1. Os carros chineses não elétricos</h2>
<p>Os carros chineses já estão em toda parte (com exceção da América do Norte) e nenhuma tarifa ou barreira parece capaz de frear sua expansão. Depois de alcançar uma fatia de 21% das vendas globais de veículos leves em 2024, a expectativa é que cheguem a 25–27% em 2025. Seu rápido crescimento deve continuar também em 2026, graças à entrada em novos mercados e à ampliação das linhas de produtos.</p>
<p>A abertura de fábricas locais em países como:</p>
<ul>
<li><strong>Brasil (GWM, GAC),</strong></li>
<li><strong>Europa (Xpeng, Leapmotor, BYD, Chery),</strong></li>
<li><strong>Sudeste Asiático (GWM, SGMW, Changan),</strong></li>
</ul>
<p>permitirá que as montadoras chinesas reforcem ainda mais sua presença.</p>
<p>O aspecto mais interessante é que o crescimento esperado em 2026 não será impulsionado principalmente pelos carros 100% <a href="https://motor1.uol.com.br/news/784112/carros-mais-vendidos-portugal-2025/">elétricos</a>, mas sim por modelos não totalmente elétricos: plug-in (PHEV), pleno (HEV) e extensor de autonomia (EREV).</p>
<p>No primeiro semestre de 2025, os carros não elétricos representaram 77% dos novos emplacamentos das marcas chinesas nos cinco principais mercados europeus. Os modelos puramente a gasolina e a diesel responderam por mais de um terço dos volumes totais.</p>
<p>Em 2025, a maior parte dos novos automóveis apresentados por marcas chinesas foi composta por veículos 100% elétricos (BEV). Cerca de 63% de tudo que as chinesas lançaram durante o primeiro semestre de 2025 eram carros alimentados apenas pela energia das baterias, enquanto os outros tipos de propulsão — como híbridos, híbridos plug-in e motores a combustão — somaram 37% do total.</p>
<p>Quando o recorte é feito por mercado, os números mostram diferenças relevantes. Na Europa (UE-5), os veículos eletrificados e a combustão representaram 77% dos novos modelos chineses apresentados no primeiro semestre de 2025, enquanto os os elétricos foram 23%.</p>
<p>Já no Brasil, 27% dos lançamentos realizados no primeiro semestre de 2025 eram carros exclusivamente elétricos. Os outros 73% dos lançamentos de marcas chinesas em nosso mercado foram de modelos eletrificados ou puramente a combustão.</p>
<h2>2. Stellantis e Nissan</h2>
<p>Provavelmente, os dois grupos automobilísticos em maior dificuldade neste momento são a Stellantis e a Nissan. O ano de 2026 dirá se os novos CEOs recém-nomeados (Antonio Filosa na Stellantis e Ivan Espinosa na Nissan) conseguirão ou não reverter os resultados negativos registrados em 2025.</p>
<p>Para a Stellantis, será o ano das decisões estratégicas sobre o futuro das 14 marcas do grupo, muitas delas em séria dificuldade.<a href="https://motor1.uol.com.br/nissan/" data-inline-widget="internal-links"> Nissan</a>, por sua vez, terá de voltar rapidamente à lucratividade para evitar o risco de uma possível aquisição por parte de um concorrente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>3. Consolidação da indústria automotiva chinesa?</h2>
<p>A agressiva e contínua guerra de preços na China está destinada, mais cedo ou mais tarde, a cobrar seu preço. Alguns fabricantes conseguem resistir graças a estruturas de custo eficientes e a grandes volumes, mas muitos outros vão precisar de algo mais do que simples apoio governamental para sobreviver.</p>
<p>A consolidação do setor é um tema politicamente sensível na China, mas a pressão sobre as margens e a desaceleração do crescimento do mercado doméstico podem forçar as marcas mais fracas a se fundirem com as maiores. Entre os nomes potencialmente envolvidos estão Nio, Li Auto, Dongfeng, JAC, BAIC,<a href="https://motor1.uol.com.br/xpeng/" data-inline-widget="internal-links"> Xpeng</a> e Seres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O autor do artigo, Felipe Munoz, é especialista na indústria automotiva da <a href="https://www.jato.com/">JATO Dynamics</a>.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Fonte: <a href="https://motor1.uol.com.br/news/784159/desafios-industria-automotiva-2026/">https://motor1.uol.com.br/news/784159/desafios-industria-automotiva-2026/</a></em></p>
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